Guria eu não te amo. Não pretendo também. Ando numas de autosabotagem e não estou querendo amar ninguém. Às vezes acontece de eu acabar amando, mas é só porque sei que a coisa não tem muito pra onde ir e alguma versão de mim deve ter aprendido a gostar do gosto que fica quando a coisa não dá certo. Looking for love in all the wrong places.
Chame de egoísmo se quiser, eu chamo de autosabotagem. Como o sujeito que entra na luta vendida pra perder. A minha grana por fora é poder reclamar depois e dizer com propriedade que ando fazendo um monte de cagadas.
Não, guria, você não é um erro que eu estou cometendo. Você me achou na entressafra de cagadas, de modo que dá pra ser uma coisa mais leve do que geralmente eu faço ser. Só estou dizendo que não te amo. Não faz disso grande coisa, só não quero ter que dizer “não é você, sou eu o problema” pra mais ninguém.
Até o maldito sermão é parte da autosabotagem. Não existe tal coisa como entressafra de grandes cagadas.









