
“Nice people take drugs” diz o poster da Release. Vi no rraulr essa campanha londrina contra a estereotipação do usuário. Cara, na boa, qualquer criatura com mais de 18 anos, o mínimo de bom senso, que já tenha passdo por uma faculdade e não tenha sido criada, digamos, dentro de um ambiente religioso mais fanático sabe que a maior parcela dos usuários de drogas (ou pelo menos a maior parcela dentro do universo social em que eu vivi) é constituída de pessoas de bem, que pagam suas contas, movimentam a economia e fazem o tal do uso recreativo.
O curioso é ver iniciativas assim pipocando mundo afora e comparar QUAL o estereótipo que dão pro usuário lá e cá. A Release tenta mostrar que o estigma social vigente é umbigocentricamente voltado para o usuário em si, . Aqui, cara-pálida, fica estampado que o usuário é um problema social. O usuário alimenta o mundo do crime, patrocina a compra de armas e paga a bala perdida que acerta o filho, ou o vizinho, ou o papagaio. Quem vê de fora pode até chamar de sorte o fato de que a violência e o crime aqui são tão evidentes a ponto de qualquer cidadão se dar conta de que a grana vem também do Zé Mané gente fina que tem celular bacana e dá uns peguinhas no fim de semana pra descontrair.
Honestamente? Valeu aí, Tropa de Elite. E só pra finalizar em cima do muro, o D2 um dia falou: “Não compre, plante”. Ou importa da Holanda, tributa e vende na padaria. Se o clima geral por aqui fosse esse, aí sim ia faltar assunto pungente pra combater o consumo, afinal é mais difícil combater algo que só afeta o indivíduo.








