Há de se amar as belas cantoras. Essa em especial.
Deveria ser direito do homem, garantido na constituição, ser amado por uma cantora. Viver o risco de um dia ter uma música inspirada em si. Não dedicada, que as dedicadas são para os mortos e os distantes, mas inspirada. Inspirada naquela tarde de domingo em que chovia e você decidiu que enfrentaria o toda a armada espanhola se fosse isso necessário para levar a ela uma tábua com queijos e um vinho pro quarto, mas acabou fazendo dois sanduíches e servindo o que restava da coca-cola sem gás.
Você não saberia da música, porque se ela contasse perderia toda a graça. No outro dia você iria ouvi-la tocar naquele canto do boteco em que tomaram aquela caipirinha de pinga ruim e limão já meio passado. Nesse dia ela não tocaria a sua música. Você ouviria a música depois, muito depois, ela já longe e desencontrada. Ouviria porque um amigo seu baixou o emepetrês e no intervalo do poker lembrou que você havia saído com a cantora. A música veio no Random, o amigo não escolheria. Nem é tão amigo assim. Nem sabe se você ficou mal com o fim ou se foi coisa passageira. Nem amigo é, é só colega. Trabalha contigo, vocês falam coisas bem pessoais até, mas nem tanto.
Ouve a música e lembra de um monte de coisas. Lembra de viagens, de passeios, de noites planejadas pra serem inesquecíveis, de presentes escolhidos com tanta atenção a minúcias, de quase tudo. Ouve a música e se arrepende de, naquela tarde de domingo não ter ido comprar os frios. Porque somos burros assim mesmo.
Há de se amar as belas cantoras. Essa em especial.
Deveria ser direito do homem, garantido na constituição, ser amado por uma cantora. Viver o risco de um dia ter uma música inspirada em si. Não dedicada, que as dedicadas são para os mortos e os distantes, mas inspirada. Inspirada naquela tarde de domingo em que chovia e você decidiu que enfrentaria toda a armada espanhola se fosse isso necessário para levar a ela uma tábua com queijos e um vinho pro quarto, mas acabou fazendo dois sanduíches e servindo o que restava da coca-cola sem gás.
Você não saberia da música, porque se ela contasse perderia toda a graça. No outro dia você iria ouvi-la tocar naquele canto do boteco em que tomaram aquela caipirinha de pinga ruim e limão já meio passado. Nesse dia ela não tocaria a sua música. Você ouviria a música depois, muito depois, ela já longe e desencontrada. Ouviria porque um amigo seu baixou o emepetrês e no intervalo do poker lembrou que você havia saído com a cantora. A música veio no Random, o amigo não escolheria. Nem é tão amigo assim. Nem sabe se você ficou mal com o fim ou se foi coisa passageira. Nem amigo é, é só colega. Trabalha contigo, vocês falam coisas bem pessoais até, mas nem tanto.
Ouve a música e lembra de um monte de coisas. Lembra de viagens, de passeios, de noites planejadas pra serem inesquecíveis, de presentes escolhidos com tanta atenção a minúcias, de quase tudo. Ouve a música e se arrepende de, naquela tarde de domingo não ter ido comprar os frios. Porque somos burros assim mesmo.
rogerio christofoletti 10:11 on 27/01/2010 Permalink |
Caríssimo, você tem toda a razão. Tanto no direito de todo homem quanto na cantora que escolheu.
Sou um cara de sorte. Tenho uma cantora pra mim, uma canção pra mim e uma vida pela frente… abraço
trecker 10:16 on 27/01/2010 Permalink |
Não posso negar que és sim um cara de sorte. =)
Ariane 19:28 on 28/01/2010 Permalink |
entendo