Acordei sozinho às três da manhã pensando não em você, mas em uma história que precisava ser contada. Resolvi escrever. Puxei o telefone e abri uma nota. Acendi um cigarro que fumou-se sozinho. Digitei furiosamente um texto que no fim julguei pessoal demais pra se publicar.
Li sem o cuidado do autor e perdi completamente o sono. Quis sua cama lilás desarrumada e seus pés, de meias mesmo no verão, apertando os meus. Não fosse a vida tão real quanto é teria me metido em um ônibus e corrido para sua casa como se fossem as ultimas horas de existência de vida na Terra, mas tem que trabalhar amanhã.
Acendi outro cigarro e tentei normalizar o texto para publicação mas como é que se faz se normal perde a graça? Substituí palavras mas não mudou muita coisa e sei que não é só porque fui eu quem escreveu. Na metade do cigarro concluí que tinha graça só pra você o jeito era voltar o texto para o que era e usar como carta.









Juliana Garcia Sales 14:09 on 23/12/2009 Permalink |
Boa, rapaz. Gostei ;D
Ariane 15:43 on 23/12/2009 Permalink |
Justo.