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	<description>Em poucas palavras...</description>
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		<title>Listen to me</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 00:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>trecker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Listen to me:
De 01:21 a 02:08, Hot 8 Brass Band conta resumidamente minha história do começo de 2008 até o momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Rock-Hot-8-Brass-Band/dp/B000VKP6GC/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=music&amp;qid=1274120710&amp;sr=8-1" target="_blank">Listen to me</a>:</p>
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De 01:21 a 02:08, Hot 8 Brass Band conta resumidamente minha história do começo de 2008 até o momento.</itunes:subtitle>
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		<title>Plástica</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 04:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>trecker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[The bird a nest the spider a web]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia passado uma vida com aquele queixo. Ou 26 anos da sua, que não queremos que acabe por aí. Tinha bem uns dez anos que convivíamos e ainda não o tinha visto desde a cirurgia. No caminho de São Paulo até sua casa estava apreensivo, sem dormir no ônibus como era de costume. Montava mentalmente dezenas de imagens diferentes para o novo rosto do amigo e não conseguia parar de pensar na estranheza de ver a mesma pessoa de cara completamente inédita.</p>
<p><em>Seria a mesma pessoa? Seria sim, porra, como diabos poderia não ser? Diabo de pergunta imbecil.</em></p>
<p>Ficava pensando também nos detalhes e como o avanço frontal da mandíbula poderia ter afetado a largura do rosto. Não do rosto todo mas daquela parte da orelha pra baixo em que ele começa a se afinar.</p>
<p>Desci do ônibus sem saber o que esperar. Temia que os assuntos predominantes fossem os detalhes da cirurgia, da recuperação, que pareceria uma visita pouco natural ao invés da visita de alguém que ali esteve em praticamente todos os finais de semana, ainda que apenas para decidir onde ir e o que fazer, pelos últimos oito anos, reservados pequenos períodos de distanciamento inexplicado. Talvez por isso tivesse evitado visitas mais cedo.</p>
<p>Entrei recebido por Francisco, o membro mais recentemente adicionado ao grupo e que já acumulava três anos de convivência. Não que evitássemos novas pessoas para conviver, mas simplesmente acontecia de pessoas entrarem e saírem do convívio, deixando o resto quase ileso à sua passagem. Por um tempo pensei que muitos dos que passaram por nós não tiveram estômago pra suportar o humor, mas seria muita pretensão acreditar que éramos realmente assim tão ofensivos. Não éramos tão coisa alguma. Até quando ofendíamos de verdade e com intenção não conseguíamos evitar rir quando a piada feita era boa. Francisco é que tinha se adaptado facilmente demais à maneira com que amávamos e odiávamos assuntos e à recorrência em testar os limites da resistência de alguém ao humor negro, pelo qual passávamos batido ao repetir apenas pela certeza de causar desconforto em quem ouvia.</p>
<p>Carol deitava no sofá assistindo a algo na tevê. Havia acabado de voltar de Londres cheia de coisas pra contar e de esperança que ninguém perguntasse muito. &#8220;Tá curioso faz a mala e vai, porra. Eu que fui e vivi, a história é minha e pra ti não vai ter graça nenhuma&#8221; era o que estava escrito em sua postura. Ou talvez eu é que pensasse assim sobre as minhas histórias e por consequência não sabia direito como nem o que perguntar. Não importa, com ela o não perguntar sempre funcionou. Sempre fiquei sabendo muito mais sobre ela quando a iniciativa de contar foi espontânea. De certo modo é assim com todo mundo, mas o que quero dizer é que ela nunca me pareceu esperar estímulo algum pra contar tudo de si, ocasiões em que ouvi com atenção absoluta, faltando apenas anotar traços de sua personalidade pra reproduzir em algum texto algum dia.</p>
<p>Peguei uma cerveja na cozinha e encontrei João Pedro, o mais novo em idade e que personificava tudo de imbecil que havia no grupo do jeito mais exagerado possível. Quando nos faltava do que rir era ele quem pegava o motivo dos olhares vazios pra paredes e mijava em cima, escancarando fraquezas do jeito mais escrachado possível. &#8220;Olha só como você está mais bonito. Some por meses e aparece de volta com peitinhos, deixa eu tirar uma foto, faz uma pose assim&#8221; zombou ele do meu peso atual.</p>
<p>Gabriel, o maldito José Dirceu que havia trocado de cara, não apareceu por absurdos 90 minutos, o que só servia para aumentar o suspense. Ninguém nunca sabia ao certo quem havia iniciado o movimento meio Augusto dos Anjístico em versão nonsense dos assuntos predominantes em nossas conversas e piadas, mas eu tinha pra mim que era Gabriel. Era ele também o grande anfitrião de nossas reuniões. Não dava pra se ter certeza, mas a maior parte das vezes em que nos reuníamos era em sua casa.</p>
<p>Depois dos olás o tédio tomou conta do lugar. Todos voltaram a fazer exatamente o que estavam fazendo, exceto Carol, que resolvera montar um quebra-cabeça de um absurdilhão de peças que havia começado. Culpa minha, suponho. Havia ido para ver Gabriel. Ver quem diabos ia ter que me acostumar a reconhecer dali em diante, e não estava muito dado a conversas. Sentei-me ao lado de Carol e, mesmo com o recado já dado, perguntei sobre a viagem. Não durou muito.</p>
<p>Quando Gabriel apareceu, fizemos o mesmo que sempre fizemos: procurar novas maneiras de nos ofender. Decidi que valeu a pena ter ido.</p>
<p>&#8211; Olha, vou te contar porque não quero que você seja o último a saber, mas a Gabi me deu um presente esse dias.</p>
<p>&#8211; Como é? Pelo quê?</p>
<p>&#8211; É, eu ganhei uma cereja no Farmville.</p>
<p>&#8211; GAH, foda-se essa merda.</p>
<p>João Pedro entra</p>
<p>&#8211; Dá pra você esconder os upd&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Não discute com o Leandro que disso ele entende e é arrogante com relação a esse assunto.</p>
<p>&#8211; Vou pegar uma coca e um pedaço de pizz&#8230;</p>
<p>&#8211; Você TROUXE uma coca e um pedaço de pizza?</p>
<p>[riso]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>&#8211; E você gosta de quebra-cabeça pelo suposto prazer de montar ou pra ver montado depois?</p>
<p>&#8211; Acho que porque gosto de montar mesmo.</p>
<p>Entrei</p>
<p>&#8211; Sim porque se fosse pra ver montado ela comprava a porra do quadro ou poster.</p>
<p>&#8211; Uma merda que eu comprava, é legal ver montado também, se foi você quem montou.</p>
<p>Gabriel</p>
<p>&#8211; Não discute com a Carol que disso ela entende e é arrogante com relação a esse assunto.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Depois de alguma conversa ao redor do quebra-cabeça, que ajudávamos a atrapalhar, Gabriel, João Pedro e Francisco pegaram violão e timba pra tocar. Em algum momento haviam resolvido disfarçar de música as piadas.</p>
<p>Não me autorizaram publicar.</p>
<p>&#8211; Quem foi que teve a idéia de começar a fazer música mesmo?</p>
<p>[silêncio]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>O texto acabou sendo lido. Em voz alta, pro meu embaraço.</p>
<p>&#8211; (&#8230;) Não que evitássemos novas pessoas para conviver, mas simplesmente acontecia de pessoas entrarem e saírem do convívio, deix&#8230;</p>
<p>&#8211; Simplesmente acontecia é o CACETE. A culpa sempre foi tua e do William.</p>
<p>[leitura continua e termina]</p>
<p>&#8211; Porra, você fez de mim um monstro. Senta aqui que eu te conto da viagem, vem? [fez bico]</p>]]></content:encoded>
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	<itunes:summary>&lt;p&gt;Havia passado uma vida com aquele queixo. Ou 26 anos da sua, que não queremos que acabe por aí. Tinha bem uns dez anos que convivíamos e ainda não o tinha visto desde a cirurgia. No caminho de São Paulo até sua casa estava apreensivo, sem dormir no ônibus como era de costume. Montava mentalmente dezenas de imagens diferentes para o novo rosto do amigo e não conseguia parar de pensar na estranheza de ver a mesma pessoa de cara completamente inédita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Seria a mesma pessoa? Seria sim, porra, como diabos poderia não ser? Diabo de pergunta imbecil.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficava pensando também nos detalhes e como o avanço frontal da mandíbula poderia ter afetado a largura do rosto. Não do rosto todo mas daquela parte da orelha pra baixo em que ele começa a se afinar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desci do ônibus sem saber o que esperar. Temia que os assuntos predominantes fossem os detalhes da cirurgia, da recuperação, que pareceria uma visita pouco natural ao invés da visita de alguém que ali esteve em praticamente todos os finais de semana, ainda que apenas para decidir onde ir e o que fazer, pelos últimos oito anos, reservados pequenos períodos de distanciamento inexplicado. Talvez por isso tivesse evitado visitas mais cedo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entrei recebido por Francisco, o membro mais recentemente adicionado ao grupo e que já acumulava três anos de convivência. Não que evitássemos novas pessoas para conviver, mas simplesmente acontecia de pessoas entrarem e saírem do convívio, deixando o resto quase ileso à sua passagem. Por um tempo pensei que muitos dos que passaram por nós não tiveram estômago pra suportar o humor, mas seria muita pretensão acreditar que éramos realmente assim tão ofensivos. Não éramos tão coisa alguma. Até quando ofendíamos de verdade e com intenção não conseguíamos evitar rir quando a piada feita era boa. Francisco é que tinha se adaptado facilmente demais à maneira com que amávamos e odiávamos assuntos e à recorrência em testar os limites da resistência de alguém ao humor negro, pelo qual passávamos batido ao repetir apenas pela certeza de causar desconforto em quem ouvia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carol deitava no sofá assistindo a algo na tevê. Havia acabado de voltar de Londres cheia de coisas pra contar e de esperança que ninguém perguntasse muito. “Tá curioso faz a mala e vai, porra. Eu que fui e vivi, a história é minha e pra ti não vai ter graça nenhuma” era o que estava escrito em sua postura. Ou talvez eu é que pensasse assim sobre as minhas histórias e por consequência não sabia direito como nem o que perguntar. Não importa, com ela o não perguntar sempre funcionou. Sempre fiquei sabendo muito mais sobre ela quando a iniciativa de contar foi espontânea. De certo modo é assim com todo mundo, mas o que quero dizer é que ela nunca me pareceu esperar estímulo algum pra contar tudo de si, ocasiões em que ouvi com atenção absoluta, faltando apenas anotar traços de sua personalidade pra reproduzir em algum texto algum dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Peguei uma cerveja na cozinha e encontrei João Pedro, o mais novo em idade e que personificava tudo de imbecil que havia no grupo do jeito mais exagerado possível. Quando nos faltava do que rir era ele quem pegava o motivo dos olhares vazios pra paredes e mijava em cima, escancarando fraquezas do jeito mais escrachado possível. “Olha só como você está mais bonito. Some por meses e aparece de volta com peitinhos, deixa eu tirar uma foto, faz uma pose assim” zombou ele do meu peso atual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gabriel, o maldito José Dirceu que havia trocado de cara, não apareceu por absurdos 90 minutos, o que só servia para aumentar o suspense. Ninguém nunca sabia ao certo quem havia iniciado o movimento meio Augusto dos Anjístico em versão nonsense dos assuntos predominantes em nossas conversas e piadas, mas eu tinha pra mim que era [...]</itunes:summary>
<itunes:subtitle>Havia passado uma vida com aquele queixo. Ou 26 anos da sua, que não queremos que acabe por aí. Tinha bem uns dez anos que convivíamos e ainda não o tinha visto desde a cirurgia. No caminho de São Paulo até sua casa estava apreensivo, sem [...]</itunes:subtitle>
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		<title>Warren Zevon não curtia muito ZZ Top</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>trecker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[drunknotes]]></category>

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		<description><![CDATA[Warren Zevon não curtia muito ZZ Top
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<itunes:subtitle>Warren Zevon não curtia muito ZZ Top
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