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  • trecker 01:28 on 11/03/2010 | 0 Permalink | Reply
    Tags: rant

    Saí logo do escritório pra decantar expectativa tomando um café naquela INCUBADORA DE ATENDENTES DE TELEMARKETING da Claro que é o Fran’s Café da FNAC Pedroso.

    Sim, porque havia certa expectativa com o primeiro dia de aulas, aquela mesma de 2002 quando entrei na PUC. Sentimento que aliás não tem sentido algum. ENGULA: você está entrando na Universidade, não em um WALKABOUT no meio do Outback. É como o colégio, mas sem o medo dos pais. O único sentimento razoável é o TEMOR do que essa gente seria capaz agora.

    E nada melhor pra eliminar expectativa infundada que se rodear de má vontade e audição/memória seletiva de funcionários de lugares que são mais caros do que merecem. Por isso o Fran’s Café da FNAC. Outra opção era a própria PUC, mas praquele inferno eu não volto tão cedo e também fica meio fora de mão.

    Vinte minutos à mesa e nenhum olhar de funcionários apontou na minha direção ou da ruiva que me acompanhava. Mesmo diante dos ridículos POLICHINELOS que performávamos na esperança de evidenciar nossa existência. Descartes morreria à míngua ali, espumando de raiva de si por ter cunhado tão infundado jargão. Todo o STAFF do estabelecimento parecia compenetrado demais em executar, EM BULLET TIME, aquilo que já estavam fazendo antes da entrada de clientes. Uma em especial parecia TRAVAR BATALHA contra alguma mancha no balcão. Lembro de rir do fato do balcão ser de mármore e da idéia de que ela ficaria uma vida ali erodindo pedra com pano até se dar conta de que aquela merda era quase que CONSTITUÍDA de manchas. Outro dia cheguei a pensar que era birra minha e que talvez eles não atendessem na mesa, apenas no balcão, e que toda aquela flora de vegetais disfarçados de funcionários era puro capricho do dono para transmitir a sensação de que ao entrar você seria cortejado por dezenas de uniforme como em um dia da noiva. Mas não, perguntei ao gerente e ele me assegurou que atendiam na mesa. A ruiva levantou e pediu no balcão.

    Sobre a USP: tem AR CONDICIONADO nas salas. Quase chorei ao sentir as lufadas de ar frio ao me sentar.

     
  • trecker 01:50 on 09/03/2010 | 0 Permalink | Reply
    Tags:

    Acordou cedo, ao primeiro toque do despertador. Não aguentava a ansiedade de sair logo do avião. Sim, porque achava imbecil essa vontade que as pessoas tem de ‘andar de avião’. Quase tão imbecil quanto a piada que diz que de avião quase não se anda, é bem pouquinho só na pista. Avião é meio de transporte, serve pra levar do ponto A ao ponto B e quem utiliza anseia por chegar no ponto B, não pelo trajeto. Ou é imbecil, pensava. E também porque passava mal no vôo, mas usava sempre o outro argumento.

    Foi buscá-la de táxi logo cedo, bem cedo mesmo. Saiu sem nem tomar café da manhã. Sempre quis ter quem o acompanhasse até o aeroporto. Adorava esse clichê. Naquele dia ela prometeu ir junto. Esperou na porta e deu abraço e beijo de bom dia. Já havia dito em outra ocasião que ela tinha cheiro de café da manhã e que, de algum modo, ela se assemelhava às primeiras coisas do dia. O primeiro cigarro. Não pôde evitar não fumá-lo até que a visse, pra ver pela nãoseiqualésima vez se era mesmo a mesma coisa.

    Ela entrou no taxi morrendo de sono e começando a sentir os analgésicos que tomara para a dor de cabeça fazerem efeito. Deitou em seu peito e dormiu o caminho todo ganhando carinho com a ponta dos dedos em torno da orelha enquanto ele fingia calma evitando olhar muitas vezes para o celular.

    A despedida no aeroporto, pela qual também anseava como se fosse um teste pelo qual todo casal precisa passar (não houve esse teste em seu relacionamento e já se viu no que deu) foi impedida por complicações alheias a seu controle e algo sobre homologação de não sei qual lei.

    Não embarcou, sequer passou do check-in, mas foi o bastante terem rido juntos da tragédia que lhe impediu as férias. E não foi teste algum, também. Ficou pensando na falta que teriam feito aquelas duas horas a mais com ela, rindo de bobagens no aeroporto cheio.

     
  • trecker 19:43 on 06/03/2010 | 2 Permalink | Reply
    Tags:

    Havia acabado de sair do banho, abriu a porta e ele estava no computador, cuidando de uma meia dúzia de coisas do trabalho antes de viajar.

    – Pega ali aquela mochila pra mim?
    – Essa aqui ou a verde?
    – A verde. Traz também a escova.

    Ele largou o computador e sentou na cama. Nunca conseguiu se negar a assistir esse pequeno ritual pós-banho feminino, de se besuntar em cremes e cuidar do cabelo e se maquear. Em nenhum outro momento, para ele, era tão evidente a beleza e graça feminina. Quando não podia presenciar mas via o resultado do cuidado, fechava o mundo por um ou dois segundos e via, mentalmente, o processo todo.

    Ela se esticava e contorcia para hidratar as partes menos acessíveis do corpo. Chegou a pensar em oferecer ajuda, que talvez para ela somente notar que ele observava atentamente não seria atenção e carinho o bastante, mas não conseguiu e cedeu à vontade de só assistir. Ela resolveu que faria as unhas do pé (já havia cuidado das da mão na noite anterior, quando foram jantar frutos do mar na praia) e anunciou a decisão, respondida com um sorriso quase adolescente.

    Ela nunca disse, mas adorava saber que alguém assistia com tanta atenção, que alguém se importava tanto.

    Colocou o pé esquerdo na beira da cama, onde se sentava, e apoiou o rosto no joelho erguido. De vez em quando parava e olhava pra cima, porque a posição lhe forçava a coluna. Terminou, repetiu com o pé direito, terminou também e se deitou, estirada em estrela na cama. O procedimento havia lhe cansado os músculos do abdômen quase como a noite anterior cheia de movimento e respiração ofegante.

    Só então que ele se aproximou para dar um beijo desengonçado em sua testa, como se agradecesse pela apresentação, levantou-se e foi para a cozinha fazer um café.

    – Servida? Ficou meio aguado, me desconcentrei na medida.

     
  • trecker 04:28 on 22/02/2010 | 0 Permalink | Reply

    Ela estava deitada na rede, olhando para o céu. Ele sentado no chão, com a cabeça em seu colo. Ficava pensando se essa distância que permite sentir a respiração do outro não poderia também, de vez em quando, permitir que pensassem a mesma coisa ao mesmo tempo.

    Tinham acabado de discutir assuntos íntimos que a fizeram chorar e pararam a conversa em um daqueles pontos nos quais a única resposta possível é um abraço e um carinho na nuca. Ele assim respondeu, deitou a cabeça em seu colo e puxou o celular para ver se esbarrava em um próximo assunto menos denso.

    Ela olhava para o céu e pensava na porção ínfima que, mesmo nas noites sem nuvem do interior de São Paulo, se podia ver dele.

    Ele ainda olhava o celular quando se deparou com uma sequência de imagens que ilustrava de forma aterradora sua insignificância perante a imensidão do universo.

    Pensou em comentar com ela e mostrar a imagem quando ela se virou e confessou que a amedrontava o fato de não conseguir enxergar ou sequer saber da existência das estrelas mais distantes. Guardou o celular e seus olhos lacrimejaram com a certeza de que ainda estava ali e que ainda podia sentir sua respiração soprando em seu ombro.

    Ela evitou olhar pro céu, passou os braços em torno da cabeça que repousava em seu colo, apertou em um abraço desajeitado e lhe fez um carinho na nuca.

     
  • trecker 02:59 on 22/02/2010 | 0 Permalink | Reply
    Tags:

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    Depois daquele dia, ficou alimentando o desejo e o carinho por algumas semanas. Mesmo com tanto tendo acontecido naquela noite, o que não lhe saía da memória era o beijo inesperado que ele havia roubado quando a deixou em casa pela manhã. Houveram outros beijos muito mais intensos, mas era aquele que lhe voltava à mente sempre que se permitia alguns segundos de pausa de qualquer assunto do qual precisava cuidar.

    Foi assim aquela semana inteira, mal trabalhou. Preparava tudo para o que tinha que fazer e parava antes de começar, sugada pela lembrança. Era aí que ele aparecia e pulava a janelinha onde conduziam um flerte bobo, sem sentido, que lhe enchia o estômago de borboletas e já começava a sentir pequenas cãibras nos músculos do rosto, de passar o dia sorrindo pra nada.

    Resolveu que não podia ser assim. Desejou que ele desaparecesse, que não tivesse mais assunto pra contar, que não tivesse mais textos pra ler e que não quisesse reler pela vigésima vez os textos todos que já havia lido. Que a janelinha não aparecesse mais.

    Lembrou então que todo problema só é tão grande quanto a atenção que damos a ele. Lembrou também que não havia nada em sua vida que a motivasse a alimentar novas paixões. Não que não houvesse lembrado antes, mas antes lembrava e deixava de lado, só pra se corroer em culpa depois. E essa raiva de si precisava de um fim.

    Todo problema só é tão grande quanto a atenção que damos a ele e esse problema não carecia de atenção, bastava olhar pro outro lado, bastava encarar a solução como simples, mesmo quando não fosse. Mesmo quando sentisse necessidade inexplicável de falar com ele só pra dar bom dia e contar que chateou-se quando viu que havia acabado o suco de laranja. Não seria ele a trazer mais suco quando voltasse do trabalho.

    Decidiu isso e contou a ele, porque é difícil não contar. Ele provocou e fez perguntas que não precisava fazer. Resolveu sair de casa pra esfriar a cabeça, ficou com uma pequena raiva daquilo.

    Depois voltou pra contar do cappuccino e das coisinhas de papelaria. Citou ‘The Clash’ no meio da conversa, de caso pensado, e ambos perceberam que seria uma desintoxicação difícil.

     
  • trecker 03:49 on 15/02/2010 | 1 Permalink | Reply
    Tags:

    Ela parecia bem. Ela sempre parece estar bem como nunca antes, mas há sempre algo nos dois segundos em que ela para e se retira da conversa que entrega o jogo.

    Naquela noite haviam abandonado o controle da trilha sonora e as caixas estavam ali imóveis. Deixei tocando Bon Iver e ameacei entrar para um banho. Ela ficou sentada na beira da piscina, me olhou curiosa. Respondi o que tocava, antes que ela perguntasse. Preparei uma seqüência que ilustrasse melhor o que era e entrei.

    Mais tarde tocou alguma outra coisa enquanto todo mundo falava alto e a peguei distante, chorando discretamente de alguma lembrança.  Falei qualquer coisa e ela riu. Foi o bastante pra querer causar mais pelo menos uma centena de outros sorrisos iguais, mas não era um bom dia e sabia que o dia seguinte também não seria. Deixei que o resto das pessoas a fizessem sorrir.

    A sensação era exatamente como a de querer fazer bem a alguém quando se está distante. Eu não estava ali. Não digo que não deveria estar, só não estava. A presença física ali me fazia bem, mas não estava.

    Na noite seguinte me faltou o sono e fiquei nos fones de ouvido. Em algum momento estiquei o braço e ela me pegou a mão.

    Algumas horas depois, já quase amanhecendo:

    – Você vai tomar uma distância segura de mim também, agora?

    Não estava preparado pra ser citado. Principalmente ao final dessa seqüência de fatos. Ri baixo de saber que ela lia e respondi que sim, fiz um carinho em sua nuca e deixei um beijo na testa, quase caindo da cama no caminho.

     
  • trecker 09:55 on 27/01/2010 | 3 Permalink | Reply
    Tags:

    Há de se amar as belas cantoras. Essa em especial.
    Deveria ser direito do homem, garantido na constituição, ser amado por uma cantora. Viver o risco de um dia ter uma música inspirada em si. Não dedicada, que as dedicadas são para os mortos e os distantes, mas inspirada. Inspirada naquela tarde de domingo em que chovia e você decidiu que enfrentaria o toda a armada espanhola se fosse isso necessário para levar a ela uma tábua com queijos e um vinho pro quarto, mas acabou fazendo dois sanduíches e servindo o que restava da coca-cola sem gás.
    Você não saberia da música, porque se ela contasse perderia toda a graça. No outro dia você iria ouvi-la tocar naquele canto do boteco em que tomaram aquela caipirinha de pinga ruim e limão já meio passado. Nesse dia ela não tocaria a sua música. Você ouviria a música depois, muito depois, ela já longe e desencontrada. Ouviria porque um amigo seu baixou o emepetrês e no intervalo do poker lembrou que você havia saído com a cantora. A música veio no Random, o amigo não escolheria. Nem é tão amigo assim. Nem sabe se você ficou mal com o fim ou se foi coisa passageira. Nem amigo é, é só colega. Trabalha contigo, vocês falam coisas bem pessoais até, mas nem tanto.
    Ouve a música e lembra de um monte de coisas. Lembra de viagens, de passeios, de noites planejadas pra serem inesquecíveis, de presentes escolhidos com tanta atenção a minúcias, de quase tudo. Ouve a música e se arrepende de, naquela tarde de domingo não ter ido comprar os frios. Porque somos burros assim mesmo.

    Há de se amar as belas cantoras. Essa em especial.

    Deveria ser direito do homem, garantido na constituição, ser amado por uma cantora. Viver o risco de um dia ter uma música inspirada em si. Não dedicada, que as dedicadas são para os mortos e os distantes, mas inspirada. Inspirada naquela tarde de domingo em que chovia e você decidiu que enfrentaria toda a armada espanhola se fosse isso necessário para levar a ela uma tábua com queijos e um vinho pro quarto, mas acabou fazendo dois sanduíches e servindo o que restava da coca-cola sem gás.

    Você não saberia da música, porque se ela contasse perderia toda a graça. No outro dia você iria ouvi-la tocar naquele canto do boteco em que tomaram aquela caipirinha de pinga ruim e limão já meio passado. Nesse dia ela não tocaria a sua música. Você ouviria a música depois, muito depois, ela já longe e desencontrada. Ouviria porque um amigo seu baixou o emepetrês e no intervalo do poker lembrou que você havia saído com a cantora. A música veio no Random, o amigo não escolheria. Nem é tão amigo assim. Nem sabe se você ficou mal com o fim ou se foi coisa passageira. Nem amigo é, é só colega. Trabalha contigo, vocês falam coisas bem pessoais até, mas nem tanto.

    Ouve a música e lembra de um monte de coisas. Lembra de viagens, de passeios, de noites planejadas pra serem inesquecíveis, de presentes escolhidos com tanta atenção a minúcias, de quase tudo. Ouve a música e se arrepende de, naquela tarde de domingo não ter ido comprar os frios. Porque somos burros assim mesmo.

     
  • trecker 16:30 on 28/12/2009 | 2 Permalink | Reply
    Tags:

    Tem algo de inevitável em se apaixonar pela sua maneira de alongar as vogais ao falar, como quem está pensando em absolutamente tudo mesmo ao dizer uma sentença simples e o jeito como você usa os d’s e t’s antes dos seus i’s. Claro que isso não é exclusivamente seu, mas em você cai bem e por algum motivo me prendi a isso. Também pelo fato de que era necessária alguma desculpa para te romantizar além da óbvia profundidade de seus olhos azuis, o mais comum e delicioso dos clichês.

    Um dia uma guria disse que me ensinaria a não me apaixonar instantaneamente por mulheres de olhos azuis. Recusei educadamente, disse a ela que jamais teria interesse algum por uma aula com esse item no conteúdo programático.

    Claro que a desculpa do seu jeito de falar poderia ser melhor substituída pela intensidade com que te quero entender. Me é difícil aceitar que apenas o fato de falar pouco constitui o todo da explicação que justifica sua quase inexpressividade. Digo inexpressividade assim sem pudor porque a essa altura já ficou claro que é exatamente isso que mais me faz te querer entender, que me mantém te olhando depois de cada frase dita prolongando-se as vogais. Acompanhar pra qual lado você joga os olhos ao terminar de dizer o que, com esforço, resolveu compartilhar.

    Ao mesmo tempo em que me interesso tanto por saber tanto de você, me sentiria um completo imbecil se, assim out of the blue, te perguntasse. O que te faz explodir de felicidade? O que te enfurece e tira do prumo? O que diabos eu preciso fazer para te irritar a ponto de merecer um tapa na cara? Certamente ao responder você se quebraria de alguma forma irreparável e se tornaria outra por quem não me interesso. Mantenho então o desconhecimento enquanto encontro meios menos óbvios de sabê-la.

     
  • trecker 13:19 on 23/12/2009 | 2 Permalink | Reply
    Tags: lobo frontal

    Acordei sozinho às três da manhã pensando não em você, mas em uma história que precisava ser contada. Resolvi escrever. Puxei o telefone e abri uma nota. Acendi um cigarro que fumou-se sozinho. Digitei furiosamente um texto que no fim julguei pessoal demais pra se publicar.

    Li sem o cuidado do autor e perdi completamente o sono. Quis sua cama lilás desarrumada e seus pés, de meias mesmo no verão, apertando os meus. Não fosse a vida tão real quanto é teria me metido em um ônibus e corrido para sua casa como se fossem as ultimas horas de existência de vida na Terra, mas tem que trabalhar amanhã.

    Acendi outro cigarro e tentei normalizar o texto para publicação mas como é que se faz se normal perde a graça? Substituí palavras mas não mudou muita coisa e sei que não é só porque fui eu quem escreveu. Na metade do cigarro concluí que tinha graça só pra você o jeito era voltar o texto para o que era e usar como carta.

     
  • trecker 21:02 on 20/12/2009 | 2 Permalink | Reply
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    Quando ela entrou, os dois pareceram tão surpresos que percebi imediatamente de quem se tratava. Graças também aos cachinhos de seu cabelo, já detalhadamente descritos em causos e histórias que ouvi. Ela cumprimentou a ambos, se apresentou a mim e, como em qualquer situação em que pessoas se encontram sem aviso, conversou um pouco ainda de pé.

    Não demorou muito pra resolver sentar. Ter tanto pra contar e tanto mais pra perguntar é natural a qualquer um que tenha ido morar fora do país há tanto tempo. No exato momento em que ela puxou a cadeira todo o universo perdeu significado diante da minha instantânea urgência de escrever, publicar e distribuir, ali mesmo naquele café, toda sua biografia.

    Pensei que situações assim exigiriam imensa cautela pra não parecer o sujeito mais inconveniente do mundo, mas não. Não existe isso de “interesse demais”.